Resumo de leituras – Janeiro

Com o Fevereiro já a correr a todo o gás, está mais que na hora de fazer um apanhado das leituras  de Janeiro. De escolher o melhor e o pior livro e de ver como correu em termos de desafio.
Então, aqui vou eu.Janeiro1

O primeiro livro que terminei este ano transitou de 2014 e foi A filha do Sangue de Anne Bishop. Um mundo fantástico, obscuro, um tanto quanto esquisito, mas com os personagens mais deliciosos que já tive a oportunidade de ler. Fico completamente rendida a este leque de personagens. São absolutamente maravilhosos e eu tenho de voltar a pegar na trilogia antes que comece a desesperar.

Segundo livro lido foi  A maldição do tigre. Peguei neste livro devido ao desafio mensal a que me propus e cujo o tema de Janeiro era escolher um livro cuja capa gostasse muito. Pois bem, sempre adorei esta capa e estava na altura de ler o livro. Conta a estória de Kelsey que vai trabalhar para o circo e que fica encarregue de cuidar de um tigre, chamado Ren. O que ela não sabe é que Ren, por quem sente grande afinidade é na verdade um rapaz amaldiçoado e juntos embarcam numa aventura pela Índia para tentar quebrar a maldição. Gostei deste livro, principalmente das descrições sobre a Índia. No entanto quando as aventuras começam é uma verdadeira correria, templos misteriosos, criaturas perigosas…quase parece filmes do Indiana Jones. Achei um bocadinho excessivo neste aspeto, mas no geral foi um livro que gostei de ler.

Terceiro livro Wicked lovely Amores rebeldes de Melissa Marr. Um livro sobre fadas que não me criou absolutamente sentimento nenhum. Lê-se mas por vezes é aborrecido. Conta a estória de Aislinn, uma rapariga que toda a vida conseguiu ver fadas e teve medo delas. O que ela não sabe é que ela é a rainha do Verão e que o rei das fadas fará tudo para salvar a sua corte, incluindo persegui-la por todo o lado até ela assumir o trono. Não gostei das personagens, exceto Seth, o namorado de Aislinn. É o único personagem com alguma substância.

Livro número 4, em e-book. Olhos de vidro da autora Portuguesa Carina Rosa. A estória de Amanda, uma atriz de teatro com uma carreira promissora, mas cuja realidade se mistura com os papeis que desempenha ao ponto de na sua loucura já não saber quem ela própria é. É  perturbador e tocante, no entanto o problema desta estória é mesmo o facto de ser um conto. Gostei  da escrita da Carina, a estória original, cria emoção… mas pequenina, ficou a saber a pouco.

Livro número 5 também em e-book e em Inglês Naughty and Nice. São quatro contos eróticos, de quatro escritoras diferentes. As estórias dos 4 contos têm a mesma premissa. Uma festa de Natal de uma empresa, uma mulher e um homem que mal se conhecem mas sentem-se atraídos um pelo outro, falam um bocadinho e depois sobem para o quarto do hotel e fazem sexo. Nada que seja original, nada de novo, os contos são quase iguais exceto os personagens. Não é nada demais.

Sexto livro (sim, este mês estava lançada) Ventos da Paixão de Sara Mallory, um histórico publicado pela Harlequin. Lady Evelina Wylder, acabada de casar, fica subitamente viúva. Mas o marido Nick, afinal não está morto e tudo não passa de um esquema de uma investigação de contrabando. Não me lembro de quê…acho que era algo que era suposto ser chá mas que não era, sinceramente já não me lembro desse detalhe.. e durante o livro ela tenta ajudar o marido a descobrir quem é o  mau da fita enquanto tenta voltar a confiar no homem que ama mas que a enganou, deixando-a pensar que estava morto. Gostei razoavelmente, não é marcante e inesquecível (como já se percebeu), mas é girinho. Embora também não tenha sido os melhores que já li dentro do género.

Sétimo livro, Entre o Agora e o Sempre de J.A. Redmerski. O primeiro livro foi completamente excitante e comovente, este foi uma desilusão, só palha, nada de novo, nada de verdadeiramente emocionante. Creio que o rumo da estória foi forçado e que a autora devia ter ficado apenas pelo primeiro livro, eles tinham tido o filho e um happy ending. Eles realmente tiveram esse fim, mas antes fui bombardeada de palha, de “dejá vu´s”, uma replica do primeiro livro mas sem causar o impacto que o anterior tinha criado. E com um epilogo completamente despropositado.

Oitavo e último livro de Janeiro Wicked Lovely Tatuagem. Sim resolvi ler este logo de seguida, mesmo o primeiro não tendo sido nada de especial. E li-o porque a sô dona Raquel Leite disse que este era melhor. Foi razoavelmente melhor…tipo um niquinho de nada. Leslie cuja vida é assombrada pelo medo desde que foi violada, decide fazer uma tatuagem pois acha que a vai fazer mudar. Definitivamente muda porque o desenho que escolhe fá-la ficar ligada ao rei da corte das Trevas Irial que a usa para alimentar a sua corte. Passo a explicar a corte alimenta-se de emoções humanas. Parece muito interessante, mas foi mais palha. A Leslie, devido à sua estória de vida deveria ser uma personagem com mais substância, mais consistência mas não causa empatia. Gostava que ela tivesse lutado contra o Irial e tivesse ficado com o Niall, ou pelo menos houve um triângulo amoroso ou qualquer coisa que desse interesse ao livro, mas não.aconteceu.nada. E quando ela vai lá para a corte das trevas há humanos a ser mortos e ela não se lembra de nada…e nós também não ficamos a saber porque a autora não desenvolve as coisas. E foi isto. não estou como nenhuma esperança de ler os outros dois livros da saga que tenho para ler.

Oito livros num mês não foi mau, mesmo nada mau. Mesmo dois deles sendo e-book e um deles um conto considero que foi um bom mês. Para o desafio mensal conta o “A maldição do livro” que como já disse tinha a capa que mais gostava, consegui ler dois e-book e um harlequin.

O melhor e o pior do mês é muito fácil de escolher:

O melhor – A filha do Sangue.
O pior – Naughty and nice (não foi assim that nice)
Este foi o resumo das minhas leituras, a ver como o Fevereiro me vai correr neste âmbito. 🙂

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Desafios literários 2015

Este ano decidi estrear-me nos desafios literários.
Normalmente costumo só fazer o challenge do Goodreads, mas para 2015 resolvi aventurar-me e fazer mais qualquer coisa. O objetivo principal é divertir-me. Mas também diminuir a pilha de livros por ler e pode ser que as temáticas me ajudem a ultrapassar aquele drama de olhar para “carradas” de livros e não saber qual quero ou devo ler.

Então aqui ficam os meus desafios.

Goodreads 2015 reading Challenge

Sem Título

O principal é ler 80 livros durante o ano. Este foi o objectivo de 2013. Nesse ano consegui ultrapassar este limite por  8 livros. Para 2014 baixei o desafio para 70 e li 78. (sim, ao que parece leio sempre mais 8). Este ano voltei aos 80. Espero conseguir. Creio que poderia ter lido mais em 2014 mas houve livros que não me puxaram tanto e andei a arrastar, a arrastar…este ano já não vou fazer isso. Se não gostar passo à frente.


Desafio mensal por temáticas

Andei a ver pelo Facebook ideias para um desafio deste género. Sugeriram-me um com bastantes tópicos e decidi riscar alguns que não conseguiria cumprir. Já ia com muitos riscos portanto decidi fazer o desafio do Readings Sunshine. Vamos a isso Raquel.

Janeiro – Capa – Escolher um livro que adorem a capa.
Fevereiro – l’amore – ler um livro de romance, qualquer tipo dele.
Março – sorteio – Escrever pelo menos 5 livros em papeis diferentes, mistura-los e escolher a sorte um. O que sair é para ler.
Abril – Inicial do nome – Ler um livro que comece pela inicial do teu nome.
Maio – Ultimo livro – Ler o ultimo livro que chegou a biblioteca
Junho – Série – Não podia faltar. Ler um livro que faça parte de uma série.
Julho – Nacional – Livro de um escritor da tua nacionalidade
Agosto – Antiguidade – O livro mais antigo que tenhas em casa e ainda não o leste. Chegou a hora!!!
Setembro – Presente – um livro que tenha sido oferta.
Outubro – Cores – um livro que tenha uma cor predominante na capa
Novembro – Filme – que será ou foi um filme
Dezembro – Livre – Dezembro estamos livres para ler o que nos apetecer


E ainda…sim, estou a ser ambiciosa (o que é um novidade) tenho de ler obrigatoriamente um e-book e um livro da Harlequin por mês.
Ou seja no fim do ano tenho de ter pelo menos 12 e-books lidos e 12 Harlequins lidos.


Outra coisa que quero é…agarrar-me aos calhamaços. Aqueles livros tão grossos que servem como degraus para chegar às prateleiras altas. LOL Tenho imensos e estou sempre a adiá-los. Não pode acontecer mais. Portanto no final do ano pelo menos tenho de ter 6 calhamaços lidos.


E aqui estão os meus desafios literários. Honestamente tenho serias dúvidas se conseguirei atingir estes objetivos todos. O mais provável é não conseguir, mas ai vou eu…a escalar a montanha de livros até chegar ao topo. lol

Bom ano, boas leituras, e bons desafios. Boa sorte.

Boy climbing stack of books to the moon

The Falling of Love – Marisa Oldham (opinião)

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Opinião: Gostei realmente de ler este livro. Confesso que ao início me parecia mais um livro de adolescentes sobre uma boa rapariga, a Grace, e Ian, o rapaz novo na escolar, que sonha com uma carreira na música. Grace mora com os irmãos e tudo na sua vida é estável. A família de Ian é muito diferente, muito disfuncional. O pai é violento e aterroriza a familia. Após ser expulso de casa pelo pai, Ian começa a morar em casa de Grace. Ambos os jovens são muito maduros e estão completamente apaixonados e tudo parece ser perfeito até ao irmão de Grace expulsar ambos de casa. Sem outro lugar para onde ir, ambos decidem viajar até L.A. onde mora Jaden, um amigo de Ian com quem tem intenções de formar uma banda. Lá tudo parece correr novamente na perfeição. Grace continua a estudar enquanto Ian trabalha para lhe manter os estudos, e finalmente a carreira dele na música começa a formar-se. Mas de repente tudo começa a desmoronar-se quando Ian começa a consumir drogas. Gostei desta reviravolta no livro. Ian deixa-se cegar pelo mundo da música, pela fama que tem com as raparigas. Ele torna-se num verdadeiro idiota com Grace que fica sempre do seu lado mostrando-lhe amor e apoio.  É dramático ver como a relação dos protagonistas se vai deteriorando devido a  todos os problemas. Drogas, traições, corações partidos e triângulos amorosos, tudo é abordado neste livro. Eu gostei de todos os personagens embora todos me tenham irritando em algum ponto do livro.  Primeiro foi James, o irmão da Grace, depois foi o Ian que com o vicio se tornou um estúpido e magoou  Grace e ela mostrou-lhe sempre tanto amor e continuou ao lado dele até não haver outra hipótese. Muitas vezes me questionei quando ela o deixaria ou quando ele iria realmente estragar a relação que ambos tinha. E finalmente quando ele estraga tudo, o livro tornou-se viciante.
Embora os personagens estivessem a sofrer, a reviravolta que se deu agradou-me imenso. Gostei muito do Jaden e no papel que acabou por ter na estória. Desde o inicio que suspeitava do que iria acontecer. Não foi uma surpresa, já que aconteceu o que realmente pensei mas gostei que tivesse acontecido. Houve algumas situações em que eu não sabia por quem devia torncer, se pelo Jaden ou pelo Ian. Mas o Jaden também não é totalmente de confiança, mas compreende-se o porquê das suas atitudes. Amor e amizade, um conflito complicado. O final do livro foi óptimo. A última cena fez-me querer arrancar os cabelos porque deixa tudo em aberto para o próximo livro. Quando pensava que Grace tinha finalmente superado o desgosto de amor eis que se dá o reencontro. Fiquei com alguma água na boca para saber o que acontecerá a seguir.
Houve apenas um pequeno detalhe que gostei menos. É um pouco repetitivo. Muitas pessoas que são simpáticas que se tornam em palermas, muitas expulsões de casa, muita gente a ser apanhada em flagrante…faz sentido no livro, mas tornou-se chato, as mesmas coisas acontecer uma e outra vez. Ainda assim foi uma boa leitura que me surpreendeu pela positiva, não estava à espera que fosse gostar. Provocou-me muitos sentimentos, mexeu comigo e gosto quando isso acontece. Gostei de todo o drama da estória e dos personagens. É algo soa real, que faz sentido. Foi uma boa leitura.

Sobre o livro:

Sinopse: You will never forget your first date, your first kiss, or your first love. You will also never forget how it felt when it was torn apart.

Seventeen-year old Grace Hathaway does not give much thought to falling in love, until the day that Ian Taylor, rebel and misfit walks into her math class. From their first conversation, Grace is mesmerized by Ian’s charisma and rock star façade.

Ian Taylor, a seventeen-year old kid from the wrong side of the tracks tries to ignore the feelings he has for Grace, but is captured by her caring, non-judgmental personality from the moment they meet. Grace becomes Ian’s everything and there is nothing he will not do for her. Hurting her was never part of his plan.

A autora: 

California born Marisa Oldham, now resides in Arizona where she practices her love of writing as a hobby. Writing is a new passion of hers and she plans to continue writing past just the novels in the Falling series.
Marisa finds inspiration for writing her novels in her family, friends, and the world around her. She is currently working on two new novels. (Fonte: goodreads) 

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Forever Ours – Cassia Leo

                                                        Classificação

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Forever Ours é uma prequela da série Shattered Harts da autora americana Cassia Leo e foi-me recomendado pela Raquel Leite do blog Readings Sunshine. (Não te babes, Raquel).
Conta a história de Claire, uma rapariga de quinze anos, órfã, que se vê a saltar entre famílias de acolhimento que a tratam como uma intrusa, apenas para receberem algo por a acolher.

Após uma noite de fuga de uma dessas casas, Claire acaba por se apanhada pela policia que a manda de novo para o sistema e de novo até uma nova família de acolhimento. É nesta nova família que Claire conhece Chris Knight.

Chris é um jovem aspirante a músico. E para além de ser talentoso, obviamente que também é giro e tem umas tatuagens interessantes.
Com o tempo ambos os jovens apaixonam-se e começam a namorar, porém às escondidas de Jackie (mãe de Chris), pois temem que com a descoberta da relação entre ambos, Claire seja enviada para uma nova família de acolhimento.
No decorrer do livro assistimos à evolução da relação entre ambos. Claire encontra finalmente um lugar que possa chamar casa, encontra nos Knight a sua verdadeira familia e Chris vê por fim a sua oportunidade de vingar na música. No entanto nem tudo é um mar de rosas e ambos vêem-se perante uma situação que ditará o futuro de ambos.
Confesso que o final deste livro me deixou de boca aberta e um pouco chateada. Mas também tenho de ter em conta que é uma prequela e que terá continuação no livro  Relentless, que terei de ler para saber o que acontece de seguida. Mesmo assim foi um choque chegar ao final e apanhar com um Icebuckett na cara.
No geral é um livro que considerei fácil de ler (embora não tenha grande experiência em ler em Inglês acho que me safei bem), simples mas fofo. Os personagens são jovens mas achei-os bastante coerentes, muito adultos. Aliás, Chris pareceu-me um pouco maduro demais para os seus 15 anos e mesmo no desenrolar da história. E é sedutor como tudo, o rapazinho. É o típico adolescente irresistível que faz o coração das meninas saltitar, toca guitarra, tem uma banda, um bombom, portanto.
forever ours
Para além de me ter irritado o final, o único ponto que achei que falhou na história foi o facto de a autora não ter escrito uma cena onde finalmente eles revelassem à mãe de Chris que estavam a namorar. Gostava de ter “visto” a reacção, até porque eles esperaram até que Claire fizesse 18 anos para contar sobre a relação devido ao medo que fosse separada da família Knight.

Outro ponto que tenho de salientar é o facto de no ebook (versão kindle pelo menos), alguns capítulos terem um link directo para youtube onde se pode ouvir uma determinada música. Gostei imenso deste pormenor, até porque algumas das músicas são temas que eu também gosto muito e ajudou criar mais emoção aos capítulos e a todo o livro. Achei original e adequado a playlist do livro. Devido a este detalhe fico contente por ter lido ebook e não versão papel.

E pronto, futuramente é ler o Relentless para saber o que acontece ao casal e se não gostar do livro ou da forma como acaba, culpar a Raquel Leite para todo o sempre.

Verónica Silva