As raparigas esquecidas – Sara Blaedel

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                                               3.5

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Em primeiro lugar quero agradecer à Vera do Sinfonia dos livros por me ter emprestado este livro.

Os Thrillers e Policiais não são o meu género favorito,mas como nos meus géneros favoritos os temas andam batidos, resolvi ler algo diferente.

A história deste livro decorre numa floresta na Dinamarca, onde o corpo de uma mulher é descoberto. A agente da policia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas fica encarregue de identificar a mulher cuja metade do rosto se encontra desfigurada. Após dias sem conseguir descobrir a misteriosa mulher, decide divulgar a fotografia afim de conseguir que alguém a reconheça. É deste modo que fica a saber que a mulher encontrada é Lisemette, uma das raparigas esquecidas de Eliselund, uma antiga instituição estatal para doentes mentais e que supostamente teria morrido muitos anos antes.

Ao mesmo tempo da investigação sobre o que aconteceu no passado em Eliselund e do estranho caso, na mesma floresta onde Lisemette foi encontrada vários crimes contra mulheres são cometidos.

Mesmo não sendo leitora assídua deste género literário, eu acho que os policiais/Thrillers nórdicos são “frios”. Há uma certa crueldade verdadeira no modo como os autores de lá escrevem. Nada de aligeirar detalhes, nada de fazer com que as cenas pareçam saídas de hollywood. E se  no passado isso me causava alguma estranheza, neste caso foi realmente o que gostei no livro. Isso e o facto de se centrar mesmo na investigação em vez de se dispersar muito na vida dos personagens. Óbvio que gosto de conhecer as personagens, mas há casos em que a trama central é posta um pouco de parte. Aqui houve sempre um ritmo constante, sem quebras, sem lacunas, sempre seguindo o seu rumo.

A autora conseguiu despertar-me muita curiosidade em saber a história de Lismette e o que aconteceu na instituição. É cruel como as pessoas da instituição eram descartadas e esquecidas pelas próprias famílias por terem uma deficiência. Tudo em torno de Elisemund  é cruel e o modo como o que aconteceu lá e o que acontece na floresta se liga é hediondo, arrepiante.  Gostei dos detalhes da investigação, o modo como cada descoberta servia para adensar o mistério sem o tornar maçador ou confuso ou sem que se conseguisse desvendar logo o final. Certo que chegou a um ponto em que era fácil descobrir quem atacava as mulheres na floresta, mas o modo como a autora interligou os casos, desde o inicio ao fim foi muito muito bem elaborado. Ah e é angustiante. É angustiante pensar que existem mesmo coisas destas a acontecer e pessoas  a viver situações horríveis como esta, crimes a serem encobertos, pessoas desaparecidas que não se sabe se estão vivas e em que condições.

Não chegou a 4* , isso era pedirem-me demais né, mas é um bom livro e gostei de o ler. Se calhar teria dado 4 estrelas se eu soubesse como raio devo ler os nomes Dinamarqueses. Serio…como raio pronuncio Gørlev? Ou Hvalsø? Skjoldenæsholm. Conseguiram ler? Pois eu também não, passei o tempo a inventar. Gorlev, Havenalso, Skojenoln…

Tentadora ao cair da noite – Emma Wildes

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Leitura conjunta com o Readings Sunshine e cuja autora veio da minha (infeliz) ideia. Quando comecei a ler este livro e cheguei à página 40 e tal e ainda não tinha lido nada que não se passasse na cama, pensei mesmo em arrumá-lo e ir ler outra coisa. Mas a Vera Neves do Sinfonia dos Livros disse que o livro melhorava ao longo da história.

Melhorou mas pouco. Não achei as personagens interessantes e quando eu não acho as personagens interessantes não há nada a fazer. Além disso o romance ou os encontros entre os protagonistas podia ter sido melhor desenvolvido, é sempre tudo apressado. Teria gostado se tivesse havido mais sedução entre o casal, mais subtileza. Eles praticamente dormiam juntos pouco falavam e depois apaixonam-se?? meh… Gostei do facto dela ser mais velha que ele e de se preocupar com isso, deu um toque mais interessante ao livro. O que também gostei foi que houvesse um outro casal pelo meio. As cenas entre Jonas (irmão do protagonista) e Olivia foram divertidas e gostei mais deles do que de Julius e Sophie, o casal de protagonistas. Se não tivesse esta história a par com a principal o livro tinha sido uma seca. -_-

Eleanor e Park [Opinião]

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Eleanor e Park seria um livro que me teria passado completamente ao lado se não fosse uma promoção feita pela editora a propósito do dia dos namorados. E se eu não tivesse aproveitado a promoção, para além de não ter uma capinha personalizada com o meu nome e do meu namorado, estaria a perder um livro muito bom. É giro demais. Daquelas pérolas inesperadas que estão sempre a fazer-nos sorrir, que nos impedem de fechar um livro e que pensamos ‘’ para isto ser mais doce só faltava ter aqui uma taça de gelado’’.

Park é um miúdo meio coreano, anda na escola secundária, com amigos mas ainda assim tem um aspeto meio esquisito. Eleanor é a aluna nova, de cabelo Ruivo rebelde, usa roupas de homem, com excesso de peso, a vítima perfeita para os miúdos populares da escola. E ainda assim, estes dois inadaptados sentam-se todos os dias lado a lado no autocarro, até que algo mágico acontece e ambos acabam por se apaixonar. Delicioso, subtil, divertido. Adorei estes dois. Que par tão incrível. Apesar das diferenças, apesar da aparências e até das dúvidas ambos estão ali um para o outro, Park a fazê-la sorrir quando Eleanor está mais em baixo, ela a acha-lo tão giro a ponto de querer comer-lhe a cara de tão fofo que ele é.  São mesmo engraçados.

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De referir que a acção do livro decorre em 1986 e é interessante esta viagem ao passado, às referências daquele tempo, de como eram as coisas naquela altura, foi mesmo muito bom. No meio de tanto livro onde as histórias decorrem em tempos atuais ou livros históricos este foi uma lufada de ar fresco e tendo eu nascido nos anos oitenta e crescendo a ouvir relatos foi muito fácil gostar do livro de perceber como as coisas decorriam na altura, as dificuldades.

E obviamente que me identifiquei com os walkman, com os problemas de não ter pilhas, das cassetes virgens da Maxwell, e passar horas a gravar e regrava-las. Ainda apanhei esse tempo, sou old school. 🙂

Mas nem tudo é bonito e perfeito no livro. Há também a vertente emotiva que também é bastante tocante. Eleanor para além do bullying escolar vive ainda com dificuldades. Numa casa com um ambiente violento e opressivo, Eleanor foi posta fora de casa pelo padrasto, quando volta tem de partilhar o quarto com os quatro irmãos, tem de tomar banho apressadamente quando o padrasto não está em casa e inclusive ela não tem uma escova de dentes. É perturbador e comovente a vida de Eleanor, mas depois há Park, disposto a fazer tudo por ela.

O único senão deste livro…o final. Acabei de ler e pensei: ‘’então isto acaba assim? Mas que m**** (eu fico muito revoltada quando o final não é o que espero. Fico muito zangada e muitas asneiras à mistura). Eu simplesmente quero mais, quero saber se as duas palavras que Eleanor escreveu no postal foram as que pensei. Eu quero mais Eleanor e  Park.

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Quer a primeira imagem que usei para os teasers quer as seguintes, foram encontradas na net, feitas por fãs pelo que percebi. Achei tão giras que tive as as colocar.

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A Senhora da Shalador – Anne Bishop (opinião)

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A Senhora de Shalador foi um dos melhores livros que li em 2014. Gostei tanto que me é impossível descrever o porquê de ter gostado tanto. Um dos motivos foi certamente as personagens maravilhosas que a autora criou.
Começando por uma breve introdução, A Senhora de Shalador é a continuação do livro a Aliança das Trevas ( avaliado em 4 estrelas). A estória começa em torno do território de Dena Nahele, que após anos de crueldade por parte de Rainhas corruptas que reinavam proibindo tradições, vê agora a esperança de recuperar velhos costumes. Para isso é necessário uma rainha que faça uso de velhas tradições, que reja justamente, que ajude o povo a prosperar.

Concentrado nestas esperanças está Theran, Princepe senhor da Guerra, o último de uma linhagem que se vê forçado a procurar Saetan – Senhor do Inferno para conseguir levar uma rainha ideal para governar o seu território. Um acordo entre as duas partes e eis que entra Cassidy. Uma ex-rainha que perdeu a sua anterior corte mas que parece ser a pessoa ideal para recuperar Dena Nahele.

Desde o primeiro livro que Theran e Cassie têm incompatibilidades que põem em causa o reinado de Cassidy. Ele não crê que ela seja a rainha ideal e tudo faz para dificultar o reinado, que por acordo está estipulado durante um ano.
Eu odeio o Theran. Serio. É de ter vontade de arrancar os cabelos. É estúpido e preconceituoso e a coisa não melhora nada neste livro. De facto em A Senhora de Shalador, Theran tudo faz para que Cassie deixe de ser a Rainha, mesmo quando Dena Nahele está visivelmente a recuperar, mesmo que o povo comece a ganhar novas esperanças. E para complicar as coisas, quando a Rainha Kermilla aparece em Dena Nahele, o parvo do Theran mete na cabeça que ela é a pessoa ideal para reger Dena Nahele. Não só Kermilla é jovem, como é linda. O oposto de Cassidy. (Na opinião dele).
Só que esta nova rainha chegada de um novo território é nada mais nada menos que a Rainha que “roubou” a anterior corte de Cassie. Como medo de ser novamente rejeitada pela corte, Cassie vive tempo difíceis. Impossivel de estar sobre o mesmo teto que Kermilla e de Theran, que continua a fazer tudo para a destronar. Cassie muda-se então com os restantes membros da corte e que a apoiam para a reserva de Shalador.
Os mundos da Anne Bishop são um bocado esquisitos, na minha opinião. É-me complicado de descrever. Mas primeiro estranha-se, depois entranha-se e fica-se apaixonado. Principalmente quando há personagens tão deliciosas como a Cassie, o Gray,  giphy o Ranon. São maravilhosos.

O Deamon  giphy3  (ai Deamon) e a Janelle, o Lucivar…são pessoas perigosas estes três últimos mas… apaixonantes. E esta autora transmite muito bem os laços familiares fortes, como amor é capaz de fortalecer uma pessoa, o apoio comovente que a corte dá a Cassie e tudo isto com um sentido de humor fantástico, sem ser em demasia e sem se tornar ridículo. Os diálogos são uma coisa espectacular.

E obviamente que também há o contrário, aqueles personagens parvos e irritantes como a Kermilla e o Theran que só apetece…

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Outra coisa maravilhosa neste livro são os Sceltitas, que são nada mais nada menos que animais capazes de comunicar com os humanos. São irrequietos, divertidos, uma verdadeira loucura. Adorei. Também queria uma Vae para mim ou um Khollie. (apesar de ambos me fazerem lembrar o meu cão Simba. Se ele pudesse falar ou transmitir os seus pensamentos também era uma grande peste. Ou melhor…uma peste ainda maior).

Muita tenção, muita curiosidade para saber o que acontece no livro. É a corte de Cassie contra Theran e Kermilla. Será que ela fica a reinar Dena Nahele? Será que Theran consegue fazer da “Kabramilla” a sua rainha? Adorei o final. Achei muito adequado. Ambos tiveram os seus castigos. Tudo acabou bem para a Cassie e para o Gray…é um dos melhores livros que li este ano.!!!! Ah pois, já disse.

Antes destes dois livros, eu tinha lido um outro da autora que não gostei. Achei tudo muito esquisito em sem jeito, mas com a Aliança das Trevas e com a Senhora de Shalador fiquei finalmente rendida e fã da autora. Os livros que estavam ali escondidos nas últimas prateleiras vão agora subir de nível e juntar-se a livros de outras autoras promovidas.
Um livro muito, muito bom. Excelente. Ao contrário da minha opinião.

E já me calei.

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Tempo de segredos – Deanna Raybourn

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Opinião: Excelente aposta da harlequin ao publicar este livro. Ao contrário da maioria não se centra na estória amorosa de um casal, mas sim na estória de Julia, que após a morte do homem com quem esteve casada durante cinco anos, se vê confrontada com a hipótese de o marido ter sido assassinado.

Apesar de se negar a acreditar em tal facto, Julia encontra nas coisas do marido uma carta ameaçadora que a faz pensar que afinal a morte de Edward poderá não ter sido da causa naturais. Decide então pedir a ajuda de Nicolas Brisbane, um homem misterioso e enigmático que estava a ajudar o mrido de Julia a descobrir a origem das ameaças antes da sua morte.

Apesar de o ambiente entre eles ser tenso, ambos embarcam numa investigação para encontrar o assassino de Edward.

Um livro épico cheio de mistérios,altamente viciante e que foi quase impossivel de largar. Um estória obscura, personagens carismáticas e segredos chocantes. Será que Edward foi mesmo assassinado? Quem é o seu assassino ou assassina e porquê?  Gostei mesmo. Cada revelação foi uma surpresa.

Quanto aos protagonistas não houve grande romance, duas situações em que houve algum clima, mas uma vez que Julia e Nicolas ainda não confiam um no outro, não houve grandes desenvolvimentos. E digo ”ainda’ porque este livro é o primeiro de uma serie. Se essa serie irá ter continuação pela mão da harlequin…não se sabe. Tomará que sim, pois a estória é óptima, a forma como está escrita (é Julia que nos narra os acontecimentos) é optima e quanto à tradução… e não é que está boa!? Pelo menos não detectei nada mas também li o livro cheia de entusiasmo, poderá ter-me escapado algo.

Para mim este é um dos melhores livros alguma vez publicados pela harlequin, ou pelo menos dos que tive oportunidade de ler.

Mais informações sobre o livro: http://www.harlequinportugal.com/livro-romantico.aspx?idbook=1882&TituloLibro=Tempo_de_segredos

Quando a Neve Cai – John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle

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Ora bem…eu pensava que este livro era mais para o dramático, mas não. São três contos fofinhos ocorridos durante o Natal. Três estórias de três casais adolescente que se cruzam e completam, escritas por três autores diferentes.

O primeiro conto, da Maureen Johnson conta-nos a estória de Jubilee, uma rapariga de dezasseis anos que se vê obrigada a ter de viajar para casa dos avós na Flórida na véspera de Natal. Devido a uma grande tempestade de neve, o comboio onde viaja acaba por ficar retido. No comboio conhece Jeb, um rapaz que está devastado devido a uma discussão com a namora, e um grupo de chefes de claque.Enquanto não pode prosseguir até ao seu destino, Jubilee refugia-se numa Waffle House onde conhece Stuart que lhe dá abrigo na sua casa.

O segundo conto, do John Green, conta a estória de Angie, Tobin, e JP, melhores amigos que decidem sair de casa durante a tempestade para se dirigirem à Waffle House, onde um grupo de chefes de claque que viajavam num comboio está a fazer furor, a pedido de um amigo que lhes pede para ir até lá e levar um jogo de Twist. Uma viajem arriscada, atribulada e cheia de imprevistos.

E por fim, o conto da Laureen Myracle, fala-nos da estória de Addie que após ter marcado um encontro com o ex-namorado Jeb, ao qual ele não comparece, decide cortar o cabelo e pintá-lo de cor de rosa. Addie é muito egocêntrica, virada para o drama mas ao longo do conto consegue redimir-se ao ajudar uma amiga a conseguir ter o seu porquinho de estimação.

São contos leves, ternos, com muitos beijinhos apaixonados. Não é extraordinário, mas agradável, giro, é…fofinho. giphy

Curiosamente a conto que menos gostei foi o do John Green.  Achei o mais disparatado de todos, sinceramente. Será mesmo que três adolescentes que estão em casa na noite de Natal, sozinhos a ver filmes do James Bond sairiam de casa no meio de uma enorme tempestade de neve para ir ter com os amigos a um café? (sim, eu fui uma adolescente sem grande piada e aborrecida).
O primeiro conto foi o que mais gostei, achei mais divertido e mais credível (embora o casal se tenha apaixonado em quê? dois dias?). O terceiro também é giro, tem um porquinho em miniatura e tudo…bastante fofi. Enfim, é uma (ou três) leituras agradáveis. Um livro que se lê num ápice.

Corações em Guerra – Margaret McPhee (Harlequin)

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Gostei muito deste livro. Tem um estória bonita sobre um amor atormentado por desconfianças, por mentiras, pela guerra. Apesar de falar sobre a guerra entre França e Inglaterra a acção decorre nada mais nada menos que em Portugal. Teve imensa piada ler nomes de cidades Portuguesas como Lisboa, Torres Vedras, Santarém, Sabugal. Só que…há um senão no livro. A tradução. Eu já sei que estes livros publicados pela Harlequin são em Português do Brasil, para mim não faz particular diferença ou não tem feito até aqui. Achei esta tradução mesmo em BR muito confusa, tive de reler várias frases várias vezes, este era mesmo um livro em que deveria ter havido uma revisão. Porque se fossem em Português de Portugal tinha sido mesmo bom. Teria dado 4 estrelas se não fosse a tradução. É uma estória boa mas que com estes entraves não se consegue desfrutar ao máximo.

The Falling of Love – Marisa Oldham (opinião)

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Opinião: Gostei realmente de ler este livro. Confesso que ao início me parecia mais um livro de adolescentes sobre uma boa rapariga, a Grace, e Ian, o rapaz novo na escolar, que sonha com uma carreira na música. Grace mora com os irmãos e tudo na sua vida é estável. A família de Ian é muito diferente, muito disfuncional. O pai é violento e aterroriza a familia. Após ser expulso de casa pelo pai, Ian começa a morar em casa de Grace. Ambos os jovens são muito maduros e estão completamente apaixonados e tudo parece ser perfeito até ao irmão de Grace expulsar ambos de casa. Sem outro lugar para onde ir, ambos decidem viajar até L.A. onde mora Jaden, um amigo de Ian com quem tem intenções de formar uma banda. Lá tudo parece correr novamente na perfeição. Grace continua a estudar enquanto Ian trabalha para lhe manter os estudos, e finalmente a carreira dele na música começa a formar-se. Mas de repente tudo começa a desmoronar-se quando Ian começa a consumir drogas. Gostei desta reviravolta no livro. Ian deixa-se cegar pelo mundo da música, pela fama que tem com as raparigas. Ele torna-se num verdadeiro idiota com Grace que fica sempre do seu lado mostrando-lhe amor e apoio.  É dramático ver como a relação dos protagonistas se vai deteriorando devido a  todos os problemas. Drogas, traições, corações partidos e triângulos amorosos, tudo é abordado neste livro. Eu gostei de todos os personagens embora todos me tenham irritando em algum ponto do livro.  Primeiro foi James, o irmão da Grace, depois foi o Ian que com o vicio se tornou um estúpido e magoou  Grace e ela mostrou-lhe sempre tanto amor e continuou ao lado dele até não haver outra hipótese. Muitas vezes me questionei quando ela o deixaria ou quando ele iria realmente estragar a relação que ambos tinha. E finalmente quando ele estraga tudo, o livro tornou-se viciante.
Embora os personagens estivessem a sofrer, a reviravolta que se deu agradou-me imenso. Gostei muito do Jaden e no papel que acabou por ter na estória. Desde o inicio que suspeitava do que iria acontecer. Não foi uma surpresa, já que aconteceu o que realmente pensei mas gostei que tivesse acontecido. Houve algumas situações em que eu não sabia por quem devia torncer, se pelo Jaden ou pelo Ian. Mas o Jaden também não é totalmente de confiança, mas compreende-se o porquê das suas atitudes. Amor e amizade, um conflito complicado. O final do livro foi óptimo. A última cena fez-me querer arrancar os cabelos porque deixa tudo em aberto para o próximo livro. Quando pensava que Grace tinha finalmente superado o desgosto de amor eis que se dá o reencontro. Fiquei com alguma água na boca para saber o que acontecerá a seguir.
Houve apenas um pequeno detalhe que gostei menos. É um pouco repetitivo. Muitas pessoas que são simpáticas que se tornam em palermas, muitas expulsões de casa, muita gente a ser apanhada em flagrante…faz sentido no livro, mas tornou-se chato, as mesmas coisas acontecer uma e outra vez. Ainda assim foi uma boa leitura que me surpreendeu pela positiva, não estava à espera que fosse gostar. Provocou-me muitos sentimentos, mexeu comigo e gosto quando isso acontece. Gostei de todo o drama da estória e dos personagens. É algo soa real, que faz sentido. Foi uma boa leitura.

Sobre o livro:

Sinopse: You will never forget your first date, your first kiss, or your first love. You will also never forget how it felt when it was torn apart.

Seventeen-year old Grace Hathaway does not give much thought to falling in love, until the day that Ian Taylor, rebel and misfit walks into her math class. From their first conversation, Grace is mesmerized by Ian’s charisma and rock star façade.

Ian Taylor, a seventeen-year old kid from the wrong side of the tracks tries to ignore the feelings he has for Grace, but is captured by her caring, non-judgmental personality from the moment they meet. Grace becomes Ian’s everything and there is nothing he will not do for her. Hurting her was never part of his plan.

A autora: 

California born Marisa Oldham, now resides in Arizona where she practices her love of writing as a hobby. Writing is a new passion of hers and she plans to continue writing past just the novels in the Falling series.
Marisa finds inspiration for writing her novels in her family, friends, and the world around her. She is currently working on two new novels. (Fonte: goodreads) 

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Noite Silenciosa – Sherrilyn Kenyon

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Este livro é um atentado a quem sofre de uma grande lack of memory (falha de memória) como eu.
Fazendo um resumo do livro (e é possível que se metam os srs spoilers ao barulho) temos o protagonista Stryker, que tem a feliz ideia de acordar War, que é um Machae e espirito da guerra. E ele acorda o War para quê? Para matar Ash e Nick. Quanto este tenta matar Ash, falha porque aparece o Savitar com um exército Charonte e salva o coiro do Deus Atlante. E como consequência de se ter metido com o Ash, Artemis decide mandar Zephyra matar Stryker. Ela é nada mais nada menos que a ex-mulher de Stryker de quem ele se tinha divorciado há uns 11 mil anos atrás (obviamente que ai já se assinavam os papéis do divorcio)._animated_quill_pen_writing_in_book

Depois, quando War vai tentar matar o parvalhão do Nick, este transforma-se numa coisa vermelha e vem se a descobrir que é um Malachai, o único no mundo que consegue matar War. E para destruir Nick precisam de um Sephiroth. Nada mais, nada menos um fulano que está preso e ao serviço da Zephyra.
Entre perseguições e mais perseguições, War rebelia-se e torna-se o inimigo publico número 1. E eis que se forma um aliança tão improvável para o combater como a possibilidade de os porcos a andar loucos pelos ares (palavras do Acheron). Lá para o fim do livro dá-se então a batalha, juntam-se mais uns Deuses e quem salva a coisa (pelo menos foi o que entendi ) são dois demónios. A deliciosa Simi que consegue prender War, e o demónio meio mariquinhas Nim que consegue descobrir onde War prendeu Medea, a filha de Stryker e Zephyra.
O romance destes dois foi amor/ódio como já se esperava, mas obviamente que a coisa acaba bem. (pelos menos para os protagonistas, porque os meus neurónios andam a fazer piruetas). Ou talvez não acabe bem…pelo menos para a humanidade mas isso será num próximo livro que não se sabe se será publicado por cá.
Já tinha saudades deste pessoal todo, principalmente do Ash e da Simi. E do Sav. Do humor satírico dos personagens, mas que me fazem rir bastante. Esta cambada é hilariante.
E com tanta batalha, tanta confusão duvido mesmo que tenha sido, one silent night. Ach

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A Voz – Juliet Marillier

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5 estrelinhas cintilantes!!!!
A minha reacção ao final desta trilogia foi “OMFG now what I´m going to do with my life?”
Tipo isto:

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Foi o culminar de uma trilogia que foi melhorando de livro para livro, que nos foi fazendo ganhar carinho pelos personagens quer humanos quer pelos Boa-Gente.
Resumindo os acontecimentos temos Tali, a nova lider dos Rebeldes que fica em Shadowfell a comandar as coisas enquanto Neryn parte para mais uma jornada afim de encontrar os restantes dois guardiães e concluir os seus ensinamentos. Mas nem tudo corre de feição (obviamente) e após um dos guardiães “desaparecer”, Neryn vê a sua missão mudar de rumo ao deparar-se com uma nova Voz ao serviço do Rei tirano Keldec e da sua esposa, a rainha cabra, Varda.
A descoberta desta Voz faz com que Neryn altere os seus planos de ir ao encontro do Senhor das Sombras e decida infiltrar-se na corte de Keldec e salvar o exercito de Boa-Gente que entretanto foram feitos cativos.
Tensão, muita tenção, de repente temos Neryn junto dos reis, junto de Flint, com imensa vontade de salvar os Boa-Gente mas sem poder reagir ou colocará toda a missão dos rebeldes em perigo.
Tivemos muito mais de Flint neste livro (thanks Juliet), não foi fácil ler o que lhe aconteceu, não foi fácil vê-lo perder a calma que o caracterizava e vê-lo ser castigado por isso.

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O amor entre ele e Neryn é de deixar de rasto, fiquei completamente K.O (mas eu também apaixonei-me por ele no primeiro livro.) É muito terno, muito fofo, muitas vezes vieram-me lágrimas aos olhos.

flint1E não foi só com eles os dois, foi igualmente emocionante o discurso dos soldados quando finalmente se deu a revolução, o discurso de Tali.

homens de Alban

Odiei a rainha. É de arrancar os cabelos, chamei-lhe tanto nome. Senti no entanto alguma empatia pelo rei (don´t kill me people). Creio que ele estava muito nas mãos da esposa, satisfazia-lhe muito as suas vontades e ela sim, era verdadeiramente cruel. Arrepiante mesmo. Gostava que tivesse tido um outro tipo de destino, mas também não se ficou a saber realmente o que aconteceu.

Muitas personagens se tornaram queridas, umas sobreviveram outras não, e que deixam saudades.
E tivemos um final feliz. Finalmente Neryn e Flint puderam amar-se livremente e foi bonito. Pronto. Just that. Mais lágrimas nos olhos e etc…e the end…acabou. Neryn and Flint1

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