As raparigas esquecidas – Sara Blaedel

1507-1                                    Classificação

                                               3.5

      child-stars-89831child-stars-89831child-stars-89831

 

 

 

Em primeiro lugar quero agradecer à Vera do Sinfonia dos livros por me ter emprestado este livro.

Os Thrillers e Policiais não são o meu género favorito,mas como nos meus géneros favoritos os temas andam batidos, resolvi ler algo diferente.

A história deste livro decorre numa floresta na Dinamarca, onde o corpo de uma mulher é descoberto. A agente da policia Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas fica encarregue de identificar a mulher cuja metade do rosto se encontra desfigurada. Após dias sem conseguir descobrir a misteriosa mulher, decide divulgar a fotografia afim de conseguir que alguém a reconheça. É deste modo que fica a saber que a mulher encontrada é Lisemette, uma das raparigas esquecidas de Eliselund, uma antiga instituição estatal para doentes mentais e que supostamente teria morrido muitos anos antes.

Ao mesmo tempo da investigação sobre o que aconteceu no passado em Eliselund e do estranho caso, na mesma floresta onde Lisemette foi encontrada vários crimes contra mulheres são cometidos.

Mesmo não sendo leitora assídua deste género literário, eu acho que os policiais/Thrillers nórdicos são “frios”. Há uma certa crueldade verdadeira no modo como os autores de lá escrevem. Nada de aligeirar detalhes, nada de fazer com que as cenas pareçam saídas de hollywood. E se  no passado isso me causava alguma estranheza, neste caso foi realmente o que gostei no livro. Isso e o facto de se centrar mesmo na investigação em vez de se dispersar muito na vida dos personagens. Óbvio que gosto de conhecer as personagens, mas há casos em que a trama central é posta um pouco de parte. Aqui houve sempre um ritmo constante, sem quebras, sem lacunas, sempre seguindo o seu rumo.

A autora conseguiu despertar-me muita curiosidade em saber a história de Lismette e o que aconteceu na instituição. É cruel como as pessoas da instituição eram descartadas e esquecidas pelas próprias famílias por terem uma deficiência. Tudo em torno de Elisemund  é cruel e o modo como o que aconteceu lá e o que acontece na floresta se liga é hediondo, arrepiante.  Gostei dos detalhes da investigação, o modo como cada descoberta servia para adensar o mistério sem o tornar maçador ou confuso ou sem que se conseguisse desvendar logo o final. Certo que chegou a um ponto em que era fácil descobrir quem atacava as mulheres na floresta, mas o modo como a autora interligou os casos, desde o inicio ao fim foi muito muito bem elaborado. Ah e é angustiante. É angustiante pensar que existem mesmo coisas destas a acontecer e pessoas  a viver situações horríveis como esta, crimes a serem encobertos, pessoas desaparecidas que não se sabe se estão vivas e em que condições.

Não chegou a 4* , isso era pedirem-me demais né, mas é um bom livro e gostei de o ler. Se calhar teria dado 4 estrelas se eu soubesse como raio devo ler os nomes Dinamarqueses. Serio…como raio pronuncio Gørlev? Ou Hvalsø? Skjoldenæsholm. Conseguiram ler? Pois eu também não, passei o tempo a inventar. Gorlev, Havenalso, Skojenoln…

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: